terça-feira, 2 de outubro de 2012

Valesca: “Gays me ensinam mais do que ensino pra eles”


Texto: Leandro Morais, editor-adjunto
Fotos: Bruno Lima


V de Valesca. V de Victoria Haus. Funkeira se apresentou em Brasília no último sábado 29. ParouTudo entrevistou a diva gay do momento nos bastidores da casa noturna após o show

Algumas mulheres usaram o microfone e as batidas do funk para dar seu grito de liberdade e mostrar que não são tão submissas quanto parece ou é cantado por MCs do sexo masculino. Valesca Popozuda está aí pra comprovar toda essa história. Após mostrar que ninguém vai segurar as meninas (piranhas, ou não), a funkeira entra em defesa de outra causa. A causa LGBT.

Continuando um circuito por casas gays de todo Brasil, a cantora e sua Gaiola das Popozudas se apresentaram em Brasília no último sábado 29. E a noite não poderia ser mais fervida. A Victoria Haus bateu seu recorde de público com a festa-show e a performance da cantora com seu bumbum segurado em cinco milhões de reais.

Após cantar hits como “Agora Eu Sou Piranha”, “Mama”, “Gaiola com Tesão”, “Late Que Eu Tô Passando”, “Traz a Bebida que Pisca” e, é claro, “Sou Gay”, Valesca Popozuda recebeu fãs no camarim para fotos. O ParouTudo aproveitou o embalo para entrevistar a diva gay do momento. Por causa da correria, nosso bate-papo foi bem rápido. Mas quem disse que uma rapidinha não pode ser gostosa?!



1 - Quando a Valesca passou de sex symbol heterosexual para uma diva gay? Existe uma data ou um marco?

R: Sempre amei muito esse público e eles foram me descobrindo. Não fui eu quem descobriu.Eles sempre me amaram e eu sempre amei eles. Acho que foi uma coisa de Deus e que eu agradeço todos os dias da minha vida.
Quando eu luto, como sempre lutei pela mulher, e vocês sempre viram isso na trajetória do meu trabalho, estou tendo a oportunidade de lutar por esse público lindo e maravilhoso, que é o público gay. É um presente de Deus que vai comigo pro resto da vida e nunca ninguém vai tirar isso de mim.

2 - A mulher entrou no funk carioca para se defender das letras machistas. Hoje a luta da Valesca é mais a favor das mulheres ou dos gays?

R: Não. Estou na luta pelos dois. Até porque, todas são mulheres (risos).

3 - Reza a lenda que os gays sabem bastante sobre sexo. O mesmo também acontece com as funkeiras. Afinal, quem manja mais sobre o assunto?

R: Caraca! Tu me pegou, hein!? Olha, eu sei um pouco de sexo. Por que eu amo, adoro fazer, né!? E o que os gays gostam. Eu amo também.



Valesca bateu recorde de público da casa noturna brasiliense


4 - E o que você já aprendeu de sexo com um gay?

R: Olha, não aprendi muita coisa. A única coisa que eu sei é que alguns gostam de dar o cú e isso eu também gosto. E muito.


5 - Mas nunca te ensinaram uma técnica específica?

R: Dar o cu plantando bananeira!


6 - E a Valesca já ensinou alguma coisa pra um amigo gay?

R: Vou ensinando no palco e tenho alguns amigos. A gente conversa, né!? Na verdade, eles me ensinam mais do que ensino pra eles. É sempre bom aprender um pouco. Se for sobre sexo, melhor ainda.


Abaixo vejam mais fotos da Valesca na Victoria Haus:






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